domingo, 31 de janeiro de 2016

Cartagena: um pedaço do Caribe e muito mais

Cartagena há alguns anos se tornou um destino altamente procurado pelo brasileiros. O motivo mais óbvio é que para nós a cidade é certamente o ponto mais acessível para se alcançar o tão idealizado mar do Caribe. Mas creio que também houve um boca a boca ao longo dos anos, publicações e relatos de pessoas que foram até a cidade e se encantaram com suas cores vibrantes, sua riqueza histórica e as ilhas belíssimas que a cercam.



 Um dos pontos que tornam a cidade um pouco mais complicada para o viajante é a questão dos passeios. A principal praia da cidade que pega toda a região de Bocagrande não é muito aquilo que se espera do mar do Caribe. Para de fato entrar em contato com o mar verdinho de águas mornas é preciso pegar um barco e ir até as ilhas próximas. E isso causa um pouco de dúvidas, se é melhor fechar os passeios na hora ou antecipadamente, que agência procurar, se a agência é confiável... Enfim. A intenção aqui é oferecer dicas e ajudar a tornar sua viagem mais tranquila. Vamos a elas:

Chegada: saindo de qualquer lugar do Brasil, primeiramente o viajante vai desembarcar em Bogotá, fazer a imigração e ai sim pegar outro vôo para Cartagena. A escala também pode ser na Cidade do Panamá, seguindo o mesmo padrão. Via Bogotá com a Avianca a distância e tempo de vôo é bem menor, mas a panamenha Copa costuma fazer muitas promoções. 

Chegando no aeroporto de Cartagena, para chegar ao seu local de hospedagem não tenha dúvidas, a melhor opção é o táxi. Na saída principal do aeroporto já é possível calcular o valor e pagar para uma atendente a corrida de acordo com a distância.

Dica: o táxi também é a melhor maneira de se locomover dentro da cidade. Não deixe de combinar antecipadamente o valor da corrida com o taxista, pois os táxis lá não possuem taxímetro. Não economize na barganha, eles sempre podem diminuir um pouco do valor inicial proposto. 

Hospedagem: a dúvida aqui se resume a duas opções: ou na Cidade Murada ou em Bocagrande. Quem preferir ficar no centro histórico vai poder desfrutar da agitação do melhor ponto turístico da cidade, com alguns hotéis em prédios incríveis ou também hostels mais simples. A desvantagem é a falta de comodidades como supermercados e outras facilidades. Já Bocagrande oferece todas as facilidades com sua cara moderna e até luxuosa, mas certamente não é o que a cidade tem de mais atrativo a oferecer.

De forma geral o preço das diárias são caros pelo fato de a cidade ser extremamente turística e fazer calor o ano inteiro. Vale a pena pesquisar bem e ver o que melhor se encaixa em suas necessidades. Talvez a melhor dica seja procurar locais que ficam no meio do caminho entre o centro e Bocagrande, assim você consegue aproveitar o máximo o que de melhor ambas tem a oferecer.

Câmbio: o Real é facilmente trocado nas casas de câmbio colombianas, e certamente o câmbio é muito mais vantajoso que no Brasil. Portanto troque apenas o necessário aqui para as necessidades mais urgentes e depois procure as casas de câmbio por lá. Particularmente achei melhores as cotações na Cidade Murada do que em Bocagrande.

Passeios: se a praia de Bocagrande é um tanto decepcionante para quem espera ver o mar do Caribe, são muitas as opções para o turista conhecer as ilhas que cercam Cartagena e desfrutar de um mar mais próximo do idealizado.

Existem muitas agências e pessoas na rua vendendo passeios, mas eu particularmente não recomendo. Acaba sendo mais barato e também mais prático ir diretamente a Muelle de la Bodeguita, que é o local de onde saem todos os barcos para as ilhas. Na frente deste local você encontra vários guichês, onde é possível comprar os passeios para o dia seguinte ou para o mesmo dia, basta você chegar cedo para poder aproveitar bem o dia (os barcos começam a sair as 9:00 e retornam perto das 16:00). Quem for bom na pechincha certamente irá conseguir um desconto.

Os barcos saem geralmente com dois destinos principais: a Isla Baru e a Isla del Rosario.

Na Isla Baru a atração principal é a Playa Blanca, uma belíssima praia de beleza natural, sem nenhuma grande construção ou interferência urbana. Geralmente com preços bem atrativos, o passeio inclui a ida e volta de barco e um almoço básico (arroz de coco, peixe e patacones). Assim, que você chegar na praia vários locais já vão ter querer alugar cadeiras e guarda-sol. Se você optar por ficar por ali no meio da praia vai poder desfrutar dessas facilidades por um valor não muito alto. Porém o assédio vai ser constante durante todo o período da praia (pessoas vendendo frutas, bijuterias, bebidas, artesanato, comida e oferecendo massagem). Se quiser fugir desse agito, se dirija a uma das extremidades da praia.



Já as praias na Isla del Rosario são compostas em sua maioria por resorts. O preço é mais elevado e lá você vai poder contar com estrutura de banheiros, piscina, duchas, redes para tirar um cochilo; além de também fazer mergulho e visitar o Oceanário (estes últimos com valores cobrados a parte). O número de ambulantes também é infinitamente menor. Fomos para o resort Cocoliso, que conta com um sistema all inclusive de bebidas e um almoço com mais opções que o combo básico arroz-peixe-patacones. No geral não achei a estrutura do resort muito boa, e em termos de praia a beleza da Playa Blanca me impressionou muito mais.



Maires informações: http://www.cocolisoresort.com/

Atrações: além das ilhas e de praias, Cartagena é uma cidade com uma cultura muito vibrante. A Cidade Murada é o centro fervilhante da cidade, mas aqui vão dicas para se achar lá dentro e também de outros pontos da cidade:

- Praça Santo Domingo: a praça mais boêmia da Cidade Murada. É um local para beber e comer e sentir o agito da cidade.

- Praça Bolivar: nós fomos em um sábado a noite e vários grupos de dança estavam se apresentando, foi uma experiência e tanto estar em contato tão próximo com a cultura local e as tradições da Colômbia. Não deixe de ir.



- Museu de Arte Moderna: apesar de pequeno, o acervo está bem cuidado e vale a pena estar em contato com artistas locais de Cartagena e da Colômbia de forma geral.



- Castelo San Felipe Barajas: vale muito a pena tomar um táxi e conferir a construção e arquitetura deste que é um forte que foi muito importante durante a época das grandes navegações. A vista é lá de cima é muito bonita.



Comer e Beber: tanto a Cidade Murada como Bocagrande oferecem muitas opções de alimentação, sendo que o preço médio é um pouco mais barato do que pagamos aqui no Brasil. Aqui vão duas dicas:

Crepes e Waffles: rede colombiana que você encontra também no Brasil, com a vantagem de lá os preços serem bem mais atrativos. Os crepes doces são deliciosos, mas também é possível pedir opções salgadas para almoço ou jantar. São pelo menos 4 restaurantes da rede espalhados pela cidade, ou seja, você não terá dificuldade em encontrá-los. Não deixe de pedir a tradicional limonada de coco, bebida típica colombiana que é uma delícia e que tomamos em inúmeros lugares, mas a da Crepes e Waffles consideramos a melhor.



Info: http://crepesywaffles.com.co/pos/result/colombia/cartagena

El Baron: barzinho super estiloso na Cidade Murada,  muito próximo da Catedral San Pedro Claver. Super pequeno, o local é uma alternativa diferente para um drink ou petiscos mais sofisticados sem aquele caráter super turístico encontrado nos bares da Plaza Santo Domingo.

Info: http://www.elbaron.co/#_=_

Basicamente é isso. Cartagena é uma cidade muito vibrante, extremamente quente e repleta de coisas bacanas para se fazer. Pode não ser o melhor ponto ou ter as melhores praias do mar caribenho, mas certamente é  umas das cidades culturalmente mais rica e charmosa das Américas.




   Boa Viagem!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Bruxelas, a pequena notável

 Uma das capitais europeias do "segundo escalão" em termos turísticos, Bruxelas é uma grata surpresa para o viajante que decidir explorar seus encantos com tempo e disposição para apreciar suas belezas e atrações singulares.

Por ser uma cidade pequena, a capital da Bélgica geralmente fica em segundo plano e muitos acham que apenas um dia (bate-volta de Paris ou Amsterdã) é o suficiente para conhecê-la. Em tese realmente é possível conhecer seus principais pontos em apenas um dia, e muita coisa pode ser feita a pé. Mas quem decidir ficar em torno de 3 dias com certeza não irá se arrepender já que a cidade tem muito a oferecer.

Depois de duas idas a Amsterdã sem nenhuma oportunidade de ter ido a Bruxelas, resolvemos incluir a cidade em nosso roteiro este ano depois de Paris.




Chegada: estávamos com as passagens comprada de trem de Paris para Bruxelas, que pagamos em torno de 40 euros e com duração de 2 horas e alguns minutos. Porém, bem no dia da viagem a Bélgica marcou uma greve geral de transportes, e fomos avisados pela companhia de trem alguns dias antes. A saída foi comprar uma passagem de ônibus, que saiu quase o mesmo valor com duração de 4 horas e meia.

Apesar de um pouco mais longa, a viagem de ônibus foi bastante agradável e confortável, sendo que a parada em Bruxelas é justamente na estação central de trem, aonde você pode pegar o metro para qualquer ponto da cidade. Vale a pena portanto ver os preços e ofertas nas duas opções se estiver saindo de Paris ou Amsterdã e também de outras cidades onde a distância compensar a locomoção por terra.

Info ônibus: http://www.ouibus.com/




Hospedagem: a cidade está repleta de boas opções, e como tudo fica relativamente perto mesmo que você não fique ali no centro, é possível achar um hotel ou acomodação por uma preço mais amigável e que fique a uma curta distância a pé do agito Grand-Place.

Nós recomendamos fortemente o hotel que ficamos. O Addagio Access Brussels fica bem próximo ao Parlamento e cerca de 15 minutos a pé da Grand-Place. A estação de metrô Troon fica a cerca de 300 metros. Os quartos são tipo apart hotel, com fogão, frigobar, panelas, copos, etc. Supermercado também ali pertinho. Enfim, excelente opção por um preço justo.

Maiores detalhes:
http://www.adagio-city.com/gb/hotel-8602-aparthotel-adagio-access-brussels-europe/index.shtml



Atrações: apesar de pequena, Bruxelas apresenta uma excelente gama de atrações turísticas, sendo que muitas são únicas e muito particulares.

Algumas coisas são obrigatórias e portanto não vamos discorrer muito sobre a Grand Place, Atomium e Manneken Pis. As demais listadas recomendamos fortemente:

- Museu dos Instrumentos Musicais: o nome já diz tudo, sendo que para os apaixonados por música o local é um verdadeiro deleite. Os leigos (como nós) também vão se encantar com o prédio belíssimo e o acervo gigantesco de instrumentos dos mais diversos locais, sendo que o grande barato é o audioguia que reproduz os sons dos instrumentos a medida que nos aproximamos. Imperdível.
Info: http://www.mim.be/en



- Centro Belga de Histórias em Quadrinhos: se os murais de quadrinhos espalhados pela cidade já são uma incrível atração, o Centro Belga de Histórias em Quadrinhos complementa e engrandece a experiência de estar em uma cidade e país com tanta tradição nesta arte. Tintin, Smurfs e mais uma interessante retrospectiva da história dos desenhos rupestres até os traços modernos dos dias de hoje dão o tom da visita. O prédio em si também é uma atração a parte. A lojinha é bem grande e além de várias HQs também têm calendários, chaveiros, miniaturas e várias coisas legais.
Info: http://www.comicscenter.net/en/home#_=_



Dica: para os fãs de Tintin, ali pertinho da Grand Place está a loja oficial do personagem, repleta de coisas incríveis. Os preços são caros, mas a qualidade é excelente. La Boutique Tintin (13 Rue de la Colline, 1000)

- Museu Magritte: cuidado pois há uma pegadinha aqui. Além do Museu Magritte que fica próximo a Praça Real, existe também a Casa do Magritte, que fica um um bairro um pouco afastado do centro. Nós fomos na casa, porém ela estava fechada (os horários de visitação são um pouco restritos). Mas para quem quer ver as obras do artista, o Museu é o melhor lugar. Muito bonito e espaçoso, ele cobre boa parte da produção do maior pintor belga. Vale a pena.
Info: http://www.musee-magritte-museum.be/Typo3/index.php?id=accueil&L=0



- Parlamentarium: única atração gratuita que listamos aqui, o Parlamentarium é um daqueles locais que vamos sem esperar muita coisa (muita história e política chata) mas somos surpreendidos pela qualidade da atração. Muito interativa e extremamente bem sucedida na intenção de contar a história e as particularidades da União Européia de uma forma leve e agradável. É um local que vale uma visita de mais de duas horas, então evite ir perto do horário de fechamento como fizemos.
Info: http://www.europarl.europa.eu/visiting/pt/homepage.html#_=_



Comer e Beber: um regime antes de ir a Bruxelas é fortemente recomendado. As tentações estão a cada esquina, dos onipresente chocolates, passando pelas cervejas e também pela maravilhosa batata-frita. Algumas dicas de locais para desfrutar essas delícias:

- Fritland: como o nome já diz, a fritura aqui impera. A batata-frita é o carro chefe, mas também é possível achar salsichas e outras opções. Preços justos e ambiente super descontraído, para comer lá ou sair pela rua com um cone de batata em uma mão e uma cerveja na outra. Info: http://www.fritlandbrussels.be/en/acceuil

Nuetnigenough: para um jantar mais incrementado, este pequeno e charmoso restaurante é uma opção e tanto! Preços justos, atendimento ultra simpático, pratos deliciosos e uma carta de cervejas gigantesca. Um dos melhores custo-benefício em termos de comida entre todas as cidades que já estivemos. Não deixe de ir. Info: http://www.nuetnigenough.be/#_=_

- The Waffle Factory: além da cerveja, chocolates e batatas, Bruxelas ainda por cima é a capital do Waffle. Uma opção bacana é a The Waffle Factory, que tem versões doces e também salgadas desta delícia. Info: http://www.wafflefactory.com/EN/

Dica: Chocolates. Sim, eles são a atração da cidade e você certamente será obrigado a levar muitas caixas para casa, para você e também para amigos e parentes. Evite ao máximo aquelas lojas super turísticas que fazem combos aparentemente super vantajosos de chocolates supostamente belga. Fuja desses locais. Uma vez eu li uma regra que vou repassar aqui:

  • Chocolates para você, sua mãe ou alguém muito especial: Godiva
  • Chocolates para um grande amigo ou para você se não quiser gastar muito: Leonidas
  • Chocolates para todo o resto do povo: Guylian


O Godiva e Leonidas você encontra nas lojas espalhadas pela cidade. Já o Guylian eu recomendo fortemente que você compre no supermercado. Nós fomos em um Carrefour em um shopping e encontramos caixas e caixas de Guylian por 1 euro, 2 euros. Compensa muito! E a qualidade é muito boa.

Enfim, Bruxelas é isso. Uma tentação para a boca e um deleite para os olhos. Tudo é muito bem cuidado, a cidade é pequena mas extremamente simpática e cheia de coisas interessantes para se fazer. Valeu muitíssimo ter insistido para ficar mais tempo do que um simples bate-volta.

Boa viagem!

domingo, 28 de junho de 2015

Montevidéu e seus encantos

 Procurando por um bom destino que reuna tranquilidade, boas caminhadas, uma linda aura cultural com ar nostálgico e sentir-se cercado por pessoas simpáticas, prestativas e abertas à uma boa prosa? Pois você encontrará tudo isso e outros adjetivos mais dando um "pulinho" logo ali, em Montevidéu.



 Menos badalada que Buenos Aires e Santiago, a capital uruguaia é um destino bastante explorado por nossos conterrâneos gaúchos. Já para o resto dos brasileiros a bela Montevidéu pode passar despercebida, mas vale sim, e muito, conhecer.

Chegada: Depois da falência da Pluna e da retirada completa da BQB das rotas brasileiras, ir a Montevidéu passou a ser exclusividade de Gol e TAM nos vôos diretos entre os países. O aeroporto internacional Carrasco é sem dúvida o mais bonito e moderno da América do Sul. É um tanto longe do centro, e existem duas opções possíveis para chegar até a cidade: táxi ou shuttle. Ambas opções são operadas pela mesma companhia oficial do aeroporto.

O shuttle custa 350 pesos (35 reais aproximadamente) por pessoa, e é necessário esperar a van encher um pouco para que eles comecem a deixar as pessoas em seus respectivos hotéis. Já o táxi sai por uma média de 1200 pesos (120 reais). Para uma ou duas pessoas acaba compensando o shuttle, mas para 3 pessoas o táxi é a melhor opção pela rapidez, já que o shuttle faz várias paradas.

Para voltar não existe a opção do shuttle. Eu peguei um táxi comum do centro até o aeroporto e ficou em torno de 800 pesos. A companhia oficial do aeroporto oferece 30% de desconto na volta, mesmo que você não tenho ido com eles. Vale a pena consultar para ver quanto fica.

Maiores informações: http://www.taxisaeropuerto.com/po/

Hospedagem: Montevidéu oferece boas opções em acomodações, e em variados locais. Tanto os hotéis quanto o Airbnb apresentam opções para todos os bolsos. Para quem procura passeios diurnos, a melhor opção é ficar no centro da cidade, mais próximo das principais atrações e poder contemplar a arquitetura dos prédios da cidade velha. Para quem procura uma vida noturna mais agitada e um ar mais moderno as melhores opções são Pocitos ou Punta Carretas, com bares e muitas opções de restaurantes; além da orla que nos remete ao Rio de Janeiro, com maior tranquilidade e segurança.

Boas opções:

Hotel America - Opção de bom custo benefício no centro da cidade, perto de tudo.
(http://www.hotelamerica.com.uy/)

Che Lagarto Montevidéu - Cadeia de hostels bacanas, com quartos individuais ou coletivos
(https://www.chelagarto.com/pt/component/chelagarto/hostels/7-hostel-montevideo.html)

Mérit Montevideo Apart & Suites - Opção confortável de apart hotel em Pocitos.
(http://portugues.amerian.com/hotel-merit-montevideo-apart-suites)


Atrações: a capital uruguaia não é aquela cidade com  muitos locais turísticos "obrigatórios", tipo Cristo Redentor, Coliseu, etc... Esta característica dá ao viajante a possibilidade de explorar a cidade de uma forma mais relaxada. Ao invés de ficar indo de um ponto turístico ao outro em ritmo frenético, aqui se pode andar calmamente pelo centro ou pela rambla, descobrir restaurantes e cafés deliciosos, sentar em uma praça e ficar observando o movimento... Mas existem sim coisas há fazer! Vamos a elas:

Teatro Solis: recomendo fortemente fazer a visita guiada. Os horários variam (Segundas e Quintas apenas 16:00 / Quartas, Sextas e Domingos 11:00, 12:00 e 16:00 / Sábados 11:00, 12:00, 13:00 e 16:00 / Terças não são realizadas visitas), e se pode comprar em Espanhol (20 pesos) ou Português (50 pesos). Apesar de relativamente rápida, a visita dá um bom panorama da história do teatro. Poder conhecer seu interior belíssimo rende fotos incríveis.



Parque Rodo: para quem está na rambla próximo de Punta Carretas, não pode deixar de ir até o parque Rodo. Muito arborizado e bastante tranquilo, ele é uma ótima opção para sentar e observar um pouco a cidade, sentir seu clima e observar seus moradores.



Museu Nacional de Artes Visuais: colado com o Parque Rodo temos este museu, com entrada gratuita. O acervo é bem bacana, com exposições permanentes de artistas uruguaios e também exposições temporárias bem montadas. O horário de visitação só começa a partir das 14 horas.



Praça da Independência e Cidade Velha: a praça é um ponto obrigatório da cidade, que apesar de ficar em um ponto tão central é bastante tranquila. Lá você pode sentar e contemplar os prédios históricos que cercam a praça, incluindo um dos mais famosos da cidade, o Palácio Salvo. Também se pode apreciar o que restou do antiga muralha que protegia a cidade: o Portal da Cidadela. Passando pelo portal e seguindo pela Sarandí, você adentra na cidade velha passando por várias lojas, restaurantes em um clima deliciosamente retrô.



Mirador Panorâmico: na principal avenida da cidade, 18 de julio, no prédio da Intendencia de Montevideo, é possível subir gratuitamente para ter uma visão maravilhosa de toda a cidade. Basta pegar o ticket no posto turístico que fica do lado direito da entrada do prédio e depois lá dentro pegar o elevador e subir.



Mercado do Porto: ponto turístico culinário mais tradicional da cidade, o local não é bem um marcado municipal como conhecemos, mas sim uma reunião de vários restaurantes que oferecem aquilo que os turistas mais apreciam na culinária uruguaia: carne! É um lugar bom para ir em grupos grandes, pois a comida é farta e os preços um pouco caros para quem está sozinho.

Dica: Ali também se encontram algumas lojas de lembranças e produtos típicos como alfajores e doce de leite. Mas nos supermercados você encontra uma grande variedade desses produtos por um preço mais em conta.

Gastronomia: dicas para comer e beber em diferentes ocasiões em Montevidéu

Jantar estiloso
Jockey Club Montevideo (http://www.jockeyclub.com.uy/index.html)

Almoço Bom, Delicioso e Barato
 La Petite Cuisine (http://www.restaurantmontevideo.com/restaurant/324/la-petite-cuisine.html)

Café ou Chá da Tarde
Doña Inés Dulces Tentaciones (http://tusdulcestentaciones.wix.com/dona-ines)

Lanches e sucos saudáveis
Silex (http://silex.webmium.com/)

Para se sentir um local
Lanchonetes La Pasiva (http://www.lapasiva.com.uy/)
Sorveterias La Cigale (http://www.lacigale.com.uy/)

Resumidamente é o que podemos falar a respeito desta cidade encantadora. A cidade é extremamente segura (a evitar apenas a região do porto a noite), muito fácil de se locomover (seja a pé, de ônibus  - 24 pesos - ou de táxi) e com um povo muito educado e simpático. É realmente um daqueles locais que sempre desejamos retornar.

Boa Viagem!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Berlim: desvendando a metrópole

 Existem muitas capitais e cidades grandes espalhadas pelo mundo. Porém apenas algumas poucas podem ser consideradas lugares cosmopolitas, onde inúmeras culturas se misturam numa explosão de sons, cores e muita, mas muita coisa para ver e fazer a qualquer hora do dia ou noite. Berlim é uma dessas cidades.

 Se comparada a outras capitais européias, Berlim certamente não é das mais bonitas. Uma cidade cinza, de muito concreto e com uma atmosfera um pouco pesada por tudo o que a cidade já viveu, desde a Segunda Guerra até sua divisão oriente x ocidente. Muito do turismo em Berlim é permeado por acontecimentos tristes e trágicos. Contudo a cidade tem muito mais a oferecer.

Chegada: a cidade é servida por 3 aeroportos e mais estações de trem modernas e totalmente interligadas com o metrô. Nós chegamos de trem, procedente de Praga, na estação Hauptbahnhof, uma das maiores da Europa. Apesar da imensidão e dos diversos níveis da estação, ela é bem sinalizada e o atendimento no balcão de informações turísticas é excelente, e nos deu as direções exatas. Já vale a pena comprar o ticket de metro/trem para usar na cidade de acordo com os dias que irá ficar. Sai mais em conta do que comprar os unitários. 


Onde ficar: a cidade é muito grande e repleta de opções. Quem optar por ficar na região central certamente irá pagar mais. Vale a pena pesquisar, pois existem hotéis mais em conta um pouco mais afastados, mas com metrô praticamente à  porta. 

Dica: nós optamos pelo Hotel Nova, que é bem simples mas muito confortável e atendimento simpático. Bem na frente dele você encontra uma estação de trem que além de te levar ao centro direto também conta com supermercados e outras lojas. Maiores informações: http://www.hotel-nova.de/pages/en/home.php?lang=EN

Atrações: são inúmeras as possibilidades em Berlim. Uma particularidade é que apesar de sua diversidade e de possuir um Museum Island, a cidade não tem museus de muito destaque. Então não vale a pena comprar aqueles passes e sim escolher um ou dois e comprar as entradas avulsas. Mas vamos aos destaques:

Pergamon Museum: vale especialmente pela estrutura dos portões da Babilônia que foi montada dentro do museu. É impressionante. O acervo é basicamente de peças históricas e poucas obras de arte. Aberto de segunda a domingo. Informações: http://www.smb.museum/en/museums-and-institutions/pergamonmuseum/home.html



Victory Column (Siegessaule): não é um dos pontos mais procurados, mas certamente vale a pena visitar. Existe um pequeno museu no térreo, mas o grande destaque é a vista lá de cima e poder observar a imensidão das avenidas e do Tiegarten. A entrada é baratinha (em torno de 3 euros). Info: http://www.visitberlin.de/en/spot/siegessaeule




Portão de Brandemburgo e Muro de Berlim: não precisam de introduções, simplesmente obrigatórios.

Topografia do Terror: é um misto de museu e memorial que relembra em detalhes questões da segunda guerra mundial, com documentos, fotografias e material audiovisual. É triste, mas vale a pena pelo fator histórico. Grátis. info: http://www.topographie.de/en/ Dica: daqui você pode emendar a Potsdamer Platz e o Berlin Sony Center, pois ficam bem próximos.

Berliner Fernsehturm: a antiga torre de tv abriga agora um restaurante, mas também é possível apenas subir e contemplar a vista mais incrível da cidade. Outro ponto obrigatório! Info: http://www.tv-turm.de/en/besuch-planen.php 

Alexander Platz/ Mitte: o coração e a cara de Berlim. 


Hackescher Markt: o bairro mais charmoso de Berlim, repleto de galerias, lojas e restaurantes ultra bacanas. Um pouco da multifacetada cena berlinense com aquele ar "punk"europeu a la anos 80.


Culinária: os preços em Berlim são relativamente mais baratos do que Paris e Amsterdã. A culinária é variada, mas as cervejas e salsichas obviamente são o destaque. Em feiras de rua é possível beber e comer bem sem gastar muito.

Dica: ao sair da região da Ilha dos Museus, uma opção é o Wrap Me, que tem wraps e sucos bem gostosos num local extremamente agradável para apreciar um lindo panorama durante o almoço. Info: http://wrapme.de/

No mais é isso. Berlim se parece bastante com São Paulo, uma cidade repleta de coisas a fazer, mas sem aquela obviedade de cidades turísticas clássicas. É preciso se aventurar e andar bastante para achar aquele beco escondido onde você pode encontrar inesperadamente uma galeria incrível ou uma intervenção artística, ou uma loja bacanérrima... Enfim, Berlim é pulsante e repleta de maravilhas a serem descobertas.


Boa viagem!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Cusco + Lima: Aproveitando o Peru

 Machu Picchu é certamente o principal ponto turístico do Peru. Porém quem fizer essa viagem necessariamente vai ter que se hospedar em Cusco e também pode e deve aproveitar a obrigatória escala em Lima para desfrutar um pouco do charme da capital peruana. Vamos então as dicas destas cidades tão charmosas, cada uma a sua maneira.

Cusco




Chegada: o aeroporto Velazco Astete é bem pequeno e geralmente muito cheio. Não fica muito perto do centro, então o negócio é pegar um táxi mesmo. Existem inúmeros táxis irregulares no Peru, com carros bem velhos. Assim sendo, as vezes vale a pena pagar um pouco mais e pegar um táxi regular das empresas que ficam no aeroporto, mesmo porque os valores são baixos. Eles te deixam na porta do hotel.

Hospedagem: nossa dica de hospedagem é o Hostal Tika Wasi, que já foi descrito no post anterior sobre Machu Picchu. De qualquer forma o bairro San Blas em geral é muito gostoso, bem tranquilo e fácil de se locomover a pé, apesar das subidas.

Atrações: Cusco também tem uma série de locais históricos dos Incas para serem visitados. Para quem quer fazer uma imersão neste tipo de turismo as agências locais estão sempre repletas de opções. Nós particularmente quisemos mais aproveitar a calmaria da cidade e fizemos apenas um passeio com os ônibus de turismo que ficam ali na Plaza de Armas. Eles dão uma boa volta na cidade, sobem num dos pontos mais altos (onde tem o cristo) e ainda passam por Sacsayhuaman, um dos locais históricos mais famosos de Cusco. O ônibus custa cerca de 10 soles e o passeio gira em torno de 40 minutos.

Plaza de Armas


Quase todas as cidades na América do Sul tem a sua Plaza de Armas, mas poucas devem ser tão charmosas como a de Cusco. Tudo gira em torno dela, que vive sempre lotada de turistas do mundo inteiro, indo ou voltando de Machu Picchu. Vale ressaltar que não apenas na praça, mas em quase toda a cidade o comércio ambulante é intenso, e ao ar livre é bem difícil conseguir ficar sem ser abordado por alguém tentando te vender alguma coisa. Para quem não curtir muito a culinária local, na Plaza se encontram o McDonald's, KFC e Starbucks. A catedral e demais prédios da praça são super bonitos, com uma arquitetura bem rústica.

Mercado Municipal San Pedro



Também é uma parada obrigatória. Para conhecer melhor a diversidade local, os costumes e culinária. É um ambiente bem animado, sempre muito movimentado e repleto de particularidades. Em um determinado ponto uma série de barracas de suco estão enfileiradas lado a lado e as senhoras ficam disputando no grito os clientes. Sopas exóticas também podem ser degustadas pelos mais corajosos.

Avenida El Sol

É a maior e mais movimentada de Cusco. Vale a pena caminhar por ela até onde aguentar e ir apreciando o comércio e a agitação. É também onde você encontra muitas agências de viagem, casas de câmbio, supermercados e bancos.

Comer e Beber

Dica 1: Museo Del Pisco

O pisco é a bebida número 1 do Peru, e este bar é certamente onde você vai provar os melhores piscos. Os preços não são muito baratos, mas a qualidade das bebidas, do atendimento e o ambiente super bonito e descontraído compensam o valor mais elevado. Não deixem de conferir. Mais informações: http://museodelpisco.org/

Dica 2: La Valeriana

Para quem não dispensa um bom café, salgados e doces gostosos em suas viagens (o que certamente você não encontra no Starbucks e muito menos no McDonald's), recomendo ali na Av. El Sol (nº 576) um café super simpático, La Valeriana. Preços razoáveis, atendimento simpático e comida muito gostosa.

Dica 3: Creperia La Boheme

Eis outro lugar extremamente simpático em Cusco, agora em San Blas. Um francês comanda esta pequena e simpática creperia, que oferece crepes doces e salgados, chás e refrescos. O crepe é bem grande e pode render uma boa refeição. O preço é bem honesto e o ambiente muito acolhedor. No mesmo local também funciona um hostel. Maiores informações: http://www.labohemecusco.com/es/crepes/


Lima




Chegada: prepare-se! O aeroporto Jorge Chavez é um tanto quanto caótico. Filas grandes, um pouco confuso. Ele também é bem distante do centro da cidade, e portanto vale a pena planejar como se locomover até seu hotel. O trânsito na cidade inteira é um caos. Então pegar um ônibus num cenário como esse talvez não seja a melhor opção. Ai sobram táxis e transfers, que te deixam no hotel. Uma das opções de empresa de transfer é a Limamentor, que cobra a partir de 25 dólares (duas pessoas). Maiores informações: http://www.limamentor.com/

Hospedagem: em Lima os melhores bairros para ficar hospedado são dois: ou Miraflores ou Barranco.  Ambos são vizinhos, mas extremamente diferentes. O centro também é uma opção, mas o intenso movimento e a dificuldade de locomoção em Lima são pontos a serem considerados, já que a maioria das atrações estão nos dois bairros mais famosos.

Dica: uma excelente opção de guesthouse em Lima é o Casa Nuestra. Um simpático casal (uma peruana e um italiano) recebem viajantes do mundo todo em sua belíssima casa no bairro Barranco. Preços convidativos, café da manhã super gostoso e um clima super alegre e festivo de casa cheia. Maiores informações: http://www.casanuestraperu.com/

Atrações: Lima é uma cidade com muitos atrativos, e quem tiver bastante tempo pode se surpreender com a variedade de opções. Algumas são imperdíveis.

Centro Histórico e Igreja São Francisco 



O centro é bem bonito e bem conservado, repleto de prédios bonitos e antigos. Mas certamente a grande atração do centro é a Igreja. É possível fazer uma visita guiada, que além de passar por dentro de enormes pátios, bibliotecas, salas com diversos tipos de móveis e quadros também proporciona uma visita as catacumbas. É um passeio muito bacana.

Miraflores 


É o bairro mais sofisticado de Lima. Com uma linda vista para o mar, é possível passear por belas ruas, lojas e comer em restaurantes sofisticados. Uma das opções mais procuradas para isso é o Shopping Larcomar, que é todo aberto e repleto de restaurantes com vista privilegiada.

Barranco e Ponte dos Suspiros 




Se Miraflores é o bairro mais sofisticado, Barranco é certamente o bairro mais charmoso e boêmio. Repleto de suas lindas casas coloridas, galerias e uma intensa vida noturna. E o ponto mais visitado é certamente o pedaço ali da Ponte dos Suspiros, que é realmente um local extremamente agradável, super tranquilo e gostoso e que apresenta uma série de belas paisagens para fotos. O mirante ali pertinho também é imperdível para um por do sol.

Dica 1: Artesanias Las Pallas

Um local adorável em Barranco, esta galeria é comandada por uma senhora de origem britânica que mora no Peru já há 40 anos. Profunda conhecedora do artesanato peruano, ela disponibiliza em sua galeria apenas peças de qualidade e produzidas artesanalmente por artesãos das mais diversas regiões do país. Os preços são bastante elevados, mas certamente vale pagar muito pouco mais pelo belíssimo trabalho. Os retablos são magníficos. Mas se não estiver no verba para comprar, a proprietária te recebe e fala sobre todas as peças, origens e história. Rua Cajamarca, 212.

Dica 2: Restaurante Arlotia

Este pequeno restaurante é uma excelente opção em Barranco. Simples e charmoso, além de bons preços no horário do almoço também funciona como bar a noite. Durante o dia algumas opções de menu executivo e a noite drinks e porções. Tudo super bem feito e com atendimento simpático. Vale a pena conferir em qualquer horário. Avenida Grau, 380.

É isso. São duas belas cidades, extremamente diferentes e repletas de atrações e muito charme. Juntamente com Machu Picchu, os três locais fazem do Peru um destino maravilhoso de férias, cheio de história, cultura e belíssimas coisas para ver, comer e descobrir.

Boa viagem!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Machu Picchu: Guia Completo!

Machu Picchu é o destino dos sonhos para quem procura história e uma dose de aventura aqui pertinho na América do Sul. Um dos locais mais visitados por turistas do mundo todo, esta cidade pré-colombiana é daquelas paisagens que rouba o seu fôlego quando você consegue admirar aquilo tudo pela primeira vez.



Apesar de sua inegável beleza e da oportunidade única de poder estar em contato com as lindas tradições do Peru, esta viagem não é barata, e também é um pouco mais complicada que o normal pois exige uma série de planejamentos e decisões envolvendo tempo e distância. Mas estamos aqui para decifrar da forma mais fácil e econômica esta viagem dos sonhos.



Chegada: saindo do Brasil, para chegar a Machu Picchu a melhor opção é ir até Cusco. Necessariamente é preciso fazer escala em Lima, que também vale uma visita seja antes ou depois de explorar o território dos Incas. A Avianca/TACA sempre tem ótimos preços, e dependendo do período do ano é possível encontrar passagens por 600 reais (ida e volta já com as taxas inclusas). Saindo do aeroporto em Cusco, pegue um táxi. É bem barato e ele te deixa na porta do hotel. Só evite os clandestinos, pois é um pouco mais arriscado e os carros são velhos e sujos.

Período do ano: para aproveitar ao máximo Machu Picchu é preciso evitar a época de chuvas. O período mais garantido portanto é entre maio e setembro. Neste período você evita as chuvas mas certamente vai pegar um frio bem intenso, pois Cusco é uma cidade de altitude elevadíssima (quase 4 mil metros acima do nível do mar). Já outubro e novembro são também boas épocas, com temperaturas mais elevadas e chuvas espaçadas. Evite ao máximo ir em dezembro, janeiro, fevereiro e março.



Aproveitando Cusco: antes de ir a Machu Picchu você pode e deve aproveitar os encantos de Cusco, uma cidade muito simpática e repleta de turistas que ou vão ou já voltaram de Machu Picchu. E é em Cusco que você deve tomar uma série de decisões. 

Hotel: aqui você tem duas opções. Nós achamos mais vantajoso reservar um hotel em Cusco por 5 dias. Nos dois primeiros ficamos em Cusco e aproveitamos a cidade além de adquirir nossos pacotes para Machu Picchu. No terceiro dia fomos para Aguas Calientes e dormimos lá. No quarto dia cedinho subimos até Machu Picchu e descemos a tarde. Voltamos de trem no mesmo dia para Cusco, chegando lá a noitinha. E no último dia aproveitamos um pouco mais de Cusco antes de ir a Lima.

Dica: deu pra notar que perdemos uma diária do hotel em Cusco, porque dormimos um dia em Aguas Calientes. Porém a vantagem aqui é poder deixar toda a bagagem no hotel de Cusco e levar apenas o essencial para Machu Picchu numa mochila pequena e leve. Quem opta por ir com todas as malas para os hotéis e hostels de Aguas Calientes fica em uma situação difícil, pois após o pernoite o check-out no dia seguinte é geralmente até umas 10 da manhã. Então ou você sai com mala e tudo para Machu Picchu ou então paga mais uma diária e permanece em Aguas, o que é desvantajoso pois a cidade é muito pequenina e com poucas opções.

Dica de Hotel:  Nos ficamos em um hotel super simpático, o Tika Wasi. Ele fica bem próximo da Plaza de Armas, o local onde tudo acontece em Cusco. O hotel fica no bairro de San Blas, que é um morro, e portanto você vai precisar subir e descer, o que é um ótimo exercício para quando chegar na hora H em Machu Picchu você estar adaptado à altitude e aos caminhos tortuosos. O preço é bem justo, em torno de 50 dólares por dia para o casal e os funcionários são muito, muito simpáticos e solícitos. O café da manhã também é bem Ok, apesar de simples. Maiores informações: http://www.tikawasi.com/



Agências: Ponto primordial: deixe para fechar o seu pacote somente no Peru, mais especificamente em Cusco. Não feche nada aqui no Brasil, pois sai muito mais caro. Sabendo disso você deve tomar um certo cuidado.  Nós vivemos uma situação delicada, pois a moça da agência que fechamos ficou de nos entregar todos os documentos no dia seguinte a compra e não o fez, ai fomos na agência e ela estava fechada, e só no dia seguinte recebemos nossos vouchers e passagens. Então para evitar essa espera angustiante vale a pena ir mesmo até a agência, e também se  for o caso ir até um local que tem ali perto da Plaza de Armas que presta apoio aos turistas. Eles tem um cadastro das agências e podem dar dicas de algumas. Mas apesar de todas parecerem meio amadoras, é senso comum na cidade que todas cumprem o prometido.

Pacotes: escolhida a agência, veja qual se adequa melhor ao seu tempo. Decida bem os dias, pois o ingresso a Machu Picchu e os bilhetes de trens são válidos para dias específicos e para alterar deve ser bem complicado. Evite fazer um bate e volta de Cusco para Machu Picchu, pois fica muito corrido e dificilmente vale a pena no final das contas. Combine bem na agência a questão do transporte até o trem, pois não existe estação em Cusco e você vai precisar se deslocar até alguma das cidades vizinha (nós pegamos o trem em Ollantaytambo, sendo que um motorista contratado da agência nos levou até a cidade de carro e a volta foi de van). Vale aproveitar as belas paisagens do trem, depois explorar um pouco Aguas Calientes (tem uma montanha que dá para escalar que é muito legal, o visual é incrível) e por fim tirar um dia só para Machu Picchu. É sempre bom já fechar o seu pacote com um guia, pois é legal ouvir de quem conhece as particularidades. O espanhol falado no Peru é extremamente compreensível para nós brasileiros, então não vale a pena pegar um guia que fale português, porque certamente também vai sair mais caro.

 Um pacote como o que fechamos com transporte de ida e volta até a estação de trem de Ollantaytambo + passagem trem + hospedagem em Aguas Calientes + transporte para Machu Picchu + ingresso para Machu Picchu + guia ficou em torno de 220 dólares por pessoa. É um preço que varia pouco entre as agências, quase todas cobram o mesmo e tem uma margem de 10% de lucro.

Dica: Vale ressaltar que o ingresso para Machu Picchu apresenta algumas diferenças, já que você pode subir em algumas das montanhas (Machu Picchu ou WynnaPicchu, aquela montanha grandona ao fundo da foto abaixo) e o ingresso até elas é cobrado. Só pague por este valor a mais no seu ingresso tradicional se realmente estiver afim de fazer estas subidas, mas vale ressaltar que não é qualquer um que consegue. É preciso ter condicionamento físico, passar por lugares estreitos (especialmente em WynnaPicchu) e também atentar para os horários limites de subida e descida. A subida leva mais de duas horas em qualquer uma delas.



Câmbio: outro ponto estratégico no Peru, qual moeda levar? Pois eu digo: real! A moeda brasileira é aceita nas casas de câmbio de Cusco. O real vale um pouco mais do que o soles peruano. Então evite trocar seu dinheiro aqui no Brasil e pagar taxas e IOF. Fora que o câmbio lá é muito mais favorável do que o daqui. Se for trocar aqui troque poucos soles, apenas para o táxi ou uma outra emergência logo que chegar. As agências de turismo trabalham com valores em dólares, então se quiser pagar utilizando a moeda americana também é possível. Mas só faça isso se já tiver dólares guardados. Euros também são aceitos.

Comida e Alimentação: outra dica importante. Em Machu Picchu os preços de alimentação são absurdamente caros. Então  vale a pena levar água, suco e um lanche na mochila. Nós já levamos parte do que tínhamos comprado em Cusco, pois Aguas Calientes oferece poucas opções de mercado. Apenas evite levar coisas que façam muita sujeira ou que necessitem de talheres. É muito importante não sujar e manter Machu Picchu limpa e conservada.

No mais é isso. Prepare a câmera para inúmeras fotos e a mente para absorver o ar e as tradições ainda tão fortes presentes em Machu Picchu. Aproveite e sinta também a energia dos visitantes, centenas de pessoas do mundo todo com o espírito de aventura super aguçados e ávidas a desbravar esse local maravilhoso,  o que certamente torna esta viagem inesquecível.

Boa Viagem!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Trilogia pelo Danúbio (Parte 3): Praga!

Depois da tranquilidade de Budapeste e a perfeição de Viena, a trilogia pelo Danúbio termina de forma bem agitada em Praga. Isso porque a capital da República Tcheca virou um ponto de turismo fortíssimo na Europa, com  inúmeros turistas (em especial os italianos) lotando as praças e atrações da cidade.

 Os pontos de interesse em Praga estão localizados em locais muito próximos e a distância entre eles é bem curta. Isso favorece a sensação de que a cidade está sempre cheia. Então, vale a pena preparar-se para as inevitáveis filas. Outro ponto interessante da cidade é que ela não chega a ser tão linda a primeira vista como Budapeste e Viena, porém você consegue tirar fotos belíssimas, o que revela que a cidade tem uma beleza bastante particular e que vai sendo descoberta aos poucos.

 As pessoas em Praga se viram bem com o inglês, e mesmo quando não entendem muito estão dispostas a ajudar. Porém não espere que caixas de supermercado ou trabalhadores que não lidam diretamente com o turismo estejam aptos e dispostos a conversar ou dar informações. Mas no geral as pessoas são simpáticas e a cidade muito bonita.



Chegada: Vindo de trem, a Estação Ferroviária Principal de Praga será o seu destino. Ela é bem grande e está interligada com o metrô, portanto é bem fácil se locomover e sair para buscar seu hotel. A passagem de Viena a Praga custa em torno de 50 euros. Para saber horários de trens e as tarifas, acesse: http://www.cd.cz/en/default.htm

Hotéis e Acomodações: Praga fica no quesito "meio termo" entre os altos preços de Viena e os preços super em conta de Budapeste. Pelo fato de a cidade não ser tão grande, existe uma enorme concorrência e preços mais elevados nos hotéis mais próximos dos pontos turísticos. Quem estiver afim de economizar pode conseguir preços mais acessíveis em bairros um pouco mais afastados que sejam atendidos pelas linhas de tram (bonde).

Transporte: o metrô e o tram são com certeza as melhores opções, porém é possível fazer muita coisa a pé, pois como já dito o centro histórico e as principais atrações são bem próximas uma das outras. Em Praga também é possível encontrar aqueles ônibus Hop On Hop Off, porém eles não são tão usuais como em Budapeste e o preço é um pouco mais elevado.

Câmbio: a República Tcheca também ainda não entrou na zona do Euro, portanto é necessário trocar os Euros ou Dólares pela Coroa Tcheca. Assim como em Budapeste, Praga está cheia de casas de câmbio. Vale a pena pesquisar um pouco e ver qual oferece a melhor taxa e ir trocando a medida que for precisando para evitar sobras. O dinheiro em Praga rende menos que em Budapeste, pois por ser mais turística os preços acabam sendo um pouco mais elevados.

Atrações: Comparada com outras cidades, Praga é uma cidade de poucas (porém muito boas) atrações. Vamos a elas:

Praça da Cidade Velha (Staromestske namesti): é o local onde todos se encontram na cidade, onde a multidão admira a beleza dos prédios, senta, conversa, dá risada, se entretém com o show dos artistas de rua, come alguma coisa... Enfim, a praça é o coração de Praga e por lá você consegue ficar horas andando pelas redondezas ou simplesmente sentado admirando a incrível movimentação do lugar.



Old Town Hall and Astronomical Clock: ali mesmo na praça a grande sensação é a torre do relógio astronômico. Todos param para contemplar a singularidade deste relógio que é realmente lindo. É possível também subir na torre e de lá ter uma visão bem bonita da praça e desta parte da cidade.



Castelo de Praga: esta é uma daquelas atrações que vale por duas ou três. O castelo é repleto de coisas a fazer, tanto na área interna como na externa. O estilo medieval com salas de tortura e armaduras se funde com a arquitetura gótica e formam esta atração. A fila de ingressos é quase sempre bem cheia, e os preços variam de acordo com a quantidade de locais a visitar.



Catedral de São Vito: a gélida e imensa catedral é outro ponto que você encontra ao lado do castelo, e com certeza vale muito a pena visitar.

Ponte Carlos (Karluv Most): é como se fosse a Piazza Navona de Praga, com vários artistas e toda aquela aura contagiante de estar em um local repleto de arte, cultura e pessoas. É com certeza um ponto obrigatório.

E assim chega ao fim a trilogia pelo Danúbio. Budapeste, Praga e Viena são três cidades incríveis e uma excelente opção de passeios pela Europa fora do eixo França-Espanha-Portugal. E depois, obviamente, vale a pena dar uma esticadinha até a Alemanha.

Boa viagem!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Trilogia pelo Danúbio (Parte 2): Viena!


Hoje em dia é um pouco complexo imaginar cidades de primeiro mundo onde tudo é perfeito e não existe nada errado ou fora do lugar. De todas as cidades onde já estive até hoje, Viena é com certeza a que se aproxima mais deste imaginário. Tudo funciona maravilhosamente bem e, apesar de ser bastante turística, a capital da Áustria é relativamente tranquila e não tem aquelas filas gigantes para qualquer atração.



Chegada: chegando de trem são 2 grandes estações onde você pode desembarcar: Hauptbanhof e Meidling. É em Meidling que chega a maioria dos trens vindos de Budapeste e a maioria das partidas para Praga. Ela não é uma estação muito central, porém não é tão longe do centro. Para maiores informações, confiram o site da empresa que opera as linhas de trem na Áustria: http://www.oebb.at/en/index.jsp

Hotéis e acomodações: ao contrário de Budapeste, Viena é uma cidade um pouco mais cara e com preços de diárias de hotéis compatíveis com seu alto custo. É possível encontrar alguns hotéis não tão centrais com um preço mais acessível e então fazer uso do ótimo sistema de transporte da cidade. Uma dica é o Rainers Hotel, um 4 estrelas numa área bem tranquila a menos de 15 minutos do centro utilizando o tram e com preço acessível. Informações: http://www.rainer-hotels.eu/rainers/default-en.html . Para quem não abre mão de ficar no centro, uma boa opção pode ser o Airbnb.

Transporte: como já dito, o transporte em Viena é bem tranquilo, com tram e metro cobrindo quase todos os pontos de interesse da cidade. Vale a pena comprar aqueles bilhetes de 72 horas, que vale pra tudo. Por lá não existe catraca, cobrador ou nada do gênero. Eles simplesmente sabem que devem pagar pelo transporte. Primeiro mundo, lembra?

Atrações: (caso você fique em Viena por mais de 3 dias, vale a pena comprar um Vienna Card, que dá direito a desconto em diversas atrações e transporte ilimitado por 72 horas)

St. Stephen Catedral e Opera House: duas atrações super próximas e que são lindas por dentro e por fora.


Palácio de Schonbrunn: é a atração mais concorrida de Viena. Com certeza vale a pena fazer o tour pelo palácio, que na verdade tem seu grande charme nas áreas externas, com jardins magníficos e uma bela vista para a cidade. Você pode escolher entre uma visita mais completa ou compacta, com os preços variando de acordo com o tempo e locais de visitação.
Informações e preços: http://www.schoenbrunn.at/en/plan-your-visit/tickets-tours.html



Riesenrad: a famosíssima roda gigante é outra atração imperdível. O parque de diversões em volta dela é meio comum e um pouco barulhento, mas a Wiener Riesenrad é um charme. O ingresso custa 9 euros. Costuma ter muitas filas, portanto chegue com antecedência! A lojinha de souvenirs  depois do passeio é ótima para comprar lembrancinhas.



Quarteirão dos Museus (MuseumsQuartier): outro local delicioso em Viena, com praças enormes e lugares para deitar e tomar sol em meio a ótimos museus, cafés e restaurantes. Como são muitos museus, vale a pena pesquisar antes e verificar qual deles possui um acervo que mais te agrade. Fomos ao Leopold Museum, que é um museu de arte moderna com muitas obras de Schiele e Klimt, além de exposições temporárias. A lojinha deste museu também é maravilhosa para se comprar souvenirs.



Albertina: é um museu obrigatório. Não fica no quarteirão dos museus, e sim colado com o Palácio Imperial e a Opera House. É um museu recheado com obras de Picasso, Renoir, Rembrandt, Kandinsky e outros grandes nomes. Entrada por 12 euros.

Alimentação: comer em Viena também é super tranquilo. Nada muito exótico para o paladar do brasileiro. Não deixe de provar o Wiener Schnitzel, o prato vienense mais fomoso: escalope de vitela, frango ou porco empanada. Outro clássico é o strudel de maçã, que pode ser saboreado com requinte no Café Museum, também ali pertinho do Opera House. Info: http://www.cafemuseum.at/en/the-cafe.html

No geral é isso o que Viena tem a lhe oferecer: muita elegância, classe e organização com uma vida cultural múltipla e repleta de arte. A cidade possui também uma aura muito musical, com inúmeras lojas de instrumentos, cd's, livros e artigos voltados para a música clássica. Não deixe de ir e respirar este ar musical.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Trilogia pelo Danúbio (Parte 1): Budapeste!

 A rota mais convencional de turismo pela Europa chega ao leste geralmente até Praga. Budapeste ainda é encarada por muitos turistas fora da Europa como um local exótico, e por isso é pouco visitada e explorada. Porém, quem já foi em muitos casos não exita em dizer que a cidade é a capital mais bonita da Europa. E realmente, quem inicia uma viagem pelo leste europeu em Budapeste não se arrepende. A cidade é um espetáculo.

 É um tipo de turismo bem diferente do que encontramos nas cidades mais badaladas. Não existe aquela sensação sufocante de se sentir mais um em meio a uma multidão de turistas. Tudo o que você se propõe a fazer na cidade é bastante calmo, tranquilo. Não se pega filas, você tem espaço para tirar fotos do ângulo que quiser, caminhar livremente e apreciar uma paisagem de tirar o fôlego.



Chegada: saindo do Brasil, não existem vôos diretos. Você precisará fazer uma conexão em algum ponto, como Londres, Amsterdã, Madri ou Berlim. Por conta de possíveis atrasos, já é bom sair daqui com as passagens compradas com a mesma companhia. No caso fomos com a British Airways, com conexão em Londres. O aeroporto de Budapeste é bem pequeno e fácil de se locomover.

Dica: no próprio aeroporto você encontra um serviço de shuttle até o hotel onde ficará hospedado. Eles te deixam na porta do hotel, sendo que o preço é bem atraente. Dá pra calcular o valor previamente pelo site, desde que você saiba em que hotel irá ficar. http://www.airportshuttle.hu/en/



Hotéis: São inúmeras opções, e você que quer dar aquela esbanjada sem gastar uma fortuna, achou o local certo! Budapeste é uma cidade bem barata para os padrões europeus. É possível ficar em um 5 estrelas por um valor bastante atrativo, ou se preferir economizar para gastar em outras coisas, existem também hotéis de 3 ou 4 estrelas com tarifas bem em conta. Nós ficamos no Mercure Metropol, com localização muito boa (próxima a estação de trem Budapest Keleti, a principal da cidade e com saídas internacionais) e atendimento impecável. 

Tenha em mente na hora de escolher o hotel o que é melhor para você ou combina mais com seu estilo. Quem optar em ficar do lado Peste terá inúmeras facilidades em termos de restaurantes, comércio e lojas. Já quem ficar no lado Buda terá muita tranquilidade e uma vista maravilhosa do restante da cidade por ficar em um local mais elevado.

Transporte: A cidade é bem servida em termos de transporte, com metrô, tram e ônibus. Muita coisa pode ser feita a pé também, principalmente do lado Peste, que é plano e fácil de se locomover.

Dica: sabe aqueles ônibus vermelhos que ficam rodando a cidade, com fones de ouvido e que são abertos na parte de cima? Particularmente sempre evitamos este tipo de transporte, por ser muito turístico e pelo fato de ele não parar nos locais, e assim você não poder aproveitar muito. 

Mas em Budapeste eles aprimoraram este esquema! Você paga um taxa (em torno de 50 reais) e pode utilizar o ônibus por 48 horas. Ele tem diversos pontos de parada em todos os pontos turísticos, e você sobe e desce quantas vezes quiser. É a melhor opção para ir de Buda a Peste e explorar todos os locais, além de ainda poder fazer um passeio de barco pelo Danúbio, tudo incluso no pacote. Para comprar o ingresso basta ir a qualquer ponto de parada ou até mesmo na recepção dos hotéis.

Maiores Informações: http://www.citytour.hu/en/index.html

Trem:  Voltando a falar da Estação Budapest Keleti, de lá é possível ir de trem até Viena, Bratislava, Praga e outras cidades próximas. A estação é bem caótica, muito movimentada. Evite portanto chegar muito cedo e ficar exposto a alguns policiais bem mal encarados que fazem controle de imigração por ali e examinam seu passaporte minuciosamente. Ali na estação existe também um escritório de passagens internacionais; procure por ele para comprar sua passagem. Em hipótese alguma deixe para comprar um bilhete em cima da hora, pois o processo de venda é lento e totalmente manual.

Câmbio: evite fazer o câmbio no hotel ou aeroporto. Existem várias casas de câmbio pela cidade, sendo possível encontrar algumas mais vantajosas que outras. O euro e o dólar são facilmente trocados pelo Forint, a moeda local. Por não ser uma cidade muito luxuosa o dinheiro lá rende muito bem, portanto evite trocar uma grande quantidade para não ficar com sobras depois. 1 euro vale mais de 200 forintes, então esteja preparado para voltar a casa dos milhares como na época do Cruzeiro ou Cruzado.

Atrações:

Hero's Square (Praça dos Heróis): é um dos principais pontos turísticos do lado Peste. Além de ser muito ampla e limpa, é um local histórico bem interessante e muito bom de se fotografar. É uma praça bem diferente do que normalmente se encontra em outras cidades. Ao redor também se pode encontrar outros pontos turísticos muito bons, como o Zoológico, o castelo Vajdahunyad e o City Park.

Parlamento: um prédio magnífico, com seu estilo gótico e imponência. É simplesmente belíssimo, tanto de dia como a noite com sua iluminação especial. É um local mais interessante para se ver de fora do que de dentro.

Castelo de Buda (Buda Castle): outro ponto incrível de ser fotografado, e ao chegar nele também é possível ter uma vista muito bonita do lado Peste e das principais pontes que ligam uma parte a outra da cidade. Por ali no lado Buda não deixe de ir também no Bastião dos Pescadores e a Matthias Church.

Citadella: mesmo que você resolva não entrar nesta mini cidade, não deixe de ir por conta da vista. É o ponto mais alto da cidade e você consegue enxergar no mesmo plano Buda e Peste. Ao final de tarde o visual é de tirar o fôlego.



Outros pontos importantes: Rua Váci, Ópera House, New York Café Station, Basílica Santo Estevão, Margaret Island.

Alimentação: foi surpreendentemente simples se alimentar em Budapeste. Para quem imaginava uma culinária muito exótica, foi uma surpresa agradável encontrar coisas bem parecidas com as que temos aqui no Brasil. Aliás existem muitos restaurantes "Self Service" na cidade. Eles não são exatamente como os nossos. Lá é possível escolher os alimentos da vitrine e a garçonete monta o seu prato com as porções escolhidas. Você paga o preço de cada porção que escolheu. Em alguns lugares encontrei arroz, fritas, peixe e frango. Esses restaurantes são bem econômicos também!

Quem estiver por lá não deixe de experimentar o tradicional Goulash, prato tipicamente húngaro.

Costumes e Curiosidades: o povo húngaro parece bastante receptivo e ávido em receber muito bem seus turistas. As pessoas não falam inglês com fluência, mas quase todos se viram super bem no idioma e são muito solícitos e simpáticos no momento de dar informações.

Aos turistas homens, fiquem atentos ao assédio das prostitutas e cafetões, pois o turismo sexual por lá é forte.

As temperaturas por lá são bem amenas, mesmo no verão. Portanto vá preparado!

No mais, apenas aproveite as belezas desta incrível cidade!